terça-feira, 1 de setembro de 2009

mais um sobre Deus

Cheguei a pensar ser ausência de algo superior: Deus, por exemplo. E cheguei a pensar com tanta força que acreditei e busquei esse Deus. Foi uma longa caminhada de olhar para dentro, para o meu vazio, e tentar encaixá-Lo por lá. Estaria tão cheio Dele que deixaria de sentir tais coisas. Um plano infalível, se não por um detalhe: Deus, assim como a perfeição, nos é invisível, então nunca me preencheria sozinho. E voltei a minha solidão.

Houve, no entanto, uma conclusão forte disso tudo: ‘Deus sou o eu que não esse. Deus é tudo aquilo que não sou, que não posso, que não tenho – me acompanha, em contrapartida, me prende e repreende sempre. Minha contradição. Uma sombra invisível e independente que resolveu me acompanhar por bonança. Sempre houve Deus, então, apesar Dele há a solidão’.

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