quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O amor e o poder

Estavámos todos reunidos e divagando sobre coisas de amor, amar. Quando o mais (pensei em amenizar a situação, mas não vou fazê-lo) bebâdo de nós soltou um desabafo: eu amo pra caralho e aquela porra é minha. Ninguém entendeu e apesar do limite do amor ser never ninguém entendeu. Cheguei a considerar uma das declarações mais inovadoras que presenciei e já vou explicar - nunca ninguém chegou pra mim e disse que eu todo lhe pertencia.
Não quero entrar em detalhes da destruição que a afirmação de posse pode causar, mas convenhamos que amar também é possuir o outro. Óbvio e cafona como só o amor consegue ser. Não existe amor desprovido de um pingo de egoísmo, de um querer maior do que o bem querer. Amar, além de tudo o que implica nessa pequena palavra, é também marcar território, pegar pra si, só pra si.
Acredito que assim como tudo nessa vida não pode ser em demasia, Essa propriedade do outro não pode ultrapassar todo o resto que o amor é compreendido: respeito, admiração, compreensão, paciência, etc. Mas amar é também querer, não, amar é só querer. Querer o outro perto, querer o bem do outro, querer o outro pra si, querer compreender, querer anything.

2 comentários:

  1. nunca mais tinha vindo aqui.
    ...vc continua com textos lindos que tem gosto de querer mais um pouco dessa vida...por mais absurda q seja...
    ;*

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